Décadas atrás, em terra muito distante, conheci Lilith.
Fruto de um amálgama fantástico de etnias e culturas, em seus cabelos, bares e braços encontrei minha latinidade. Ela me apresentou Violeta Parra, Manu Chao e Victor Jara, entre outros. Contou-me estórias sobre Bolívar, Chomsky, Diego e Frida. Fumávamos nas noites quentes ou frias falando de história e passagens das revoluções e movimentos sociais na américa do sul ou mesmo da virgem de Guadalupe. Algumas estações depois, já dando meus próprios passos, retribuí-lhe com Scorza e Garcia Marquez.
Encontrou-me um nordestino e transformou-me também em latino americano.
Lembro da sensação de me descobrir fazendo parte de um círculo maior, de me ver pela perspectiva de quem vê de fora, por outros olhos, mas, estranhamente, também meus.
Este vídeo, de espanhóis (que também são latinos) conhecendo o forró nordestino, a faz voltar a me habitar e lembrar o meu processo inverso, de latinotropia.
Viva ela. ¡E viva los pueblos de América Latina!
26062025