17 de Março, terça. 20260317
21 de março, sábado 20260321
Estava sem carro, então busquei os meninos somente hoje. a ideia era passar no supermercado, comprar ingredientes e Vini fazer alguma coisa na cozinha para nós. Ele gosta de cozinhar.
Mas chegamos cansados e enquanto “jiboiávamos” descobri uma promoção do Nativas, melhor churrascaria da cidade. Saímos às 17h, eu disse, e teremos bastante tempo para comer e conversar.
Mas às 5 da tarde os boys quiseram jogar bola… aff. Acabam com nossos planos. Fui junto! Voltamos umas 18h30 para descobrir que a genitora não tinha posto roupa para nenhum deles.
Aí foi mais um desgaste com essa criatura dizendo que não iria mandar, que estava de saída, que a culpa era deles, etc. O de sempre pra dificultar a estadia dos meninos comigo. Eu disse então que ela pagasse o uber para eles fossem na casa da mãe, pusessem um roupa e voltassem para a minha, para podermos ir para o restaurante. Mas a Senhorita da miserabilidade pagou somente a ida. Os meninos, coitadinhos, diziam “papai, passe aqui, que depois nós pagamos a diferença com nossas mesadas”.
Aí tive que pagar bem caro num uber para sair de minha casa, passar na dela e depois irmos ao restaurante.
Eles adoraram. Eu tambem. Mas chegamos tarde. Umas 20h30. Vininho estava calmo e Joaquim comeu pouco. Eu disse; estamos comemorando porque é a 2a vez seguida que vini vem aqui e não faz nenhum percalço. Ele parece mais calmo e depois deste segundo gelo entre nós, parece que finalmente as coiss caminha para uma relação estável e tranquila. Segundo Joaquim, ele fica mais calmo lá em casa que na da mãe.
Gostei muito de ele ter topado vir fazer o lanche para nós.
Depois do jantar, no entanto, ele quis ir embora na mesma noite. Aquiesci, mas fiz a genitora – sempre ávida por tirá-los de minha casa o mais cedo – pagar a corrida do uber (para as quais ela recebe dinheiro todos os meses em forma de rubrica de transporte, dentre outras, formadoras da pensão de alimentos). O marrentinho justificou a ida dizendo que faltava um ventilador para ele. Falta mesmo. Vou providenciar.
22 de março, domingo 20260322
Passamos o dia em casa. eu e Joaca. Aproveitei para fazer uma faxina, mas estava muito cansado. Lembrando exaustão da depressão. fiz também a pintura do mini freezer para as comidas congeladas dos boys. Sobre o cansaço crônico, acho que vou voltar a tomar os remédios de ansiedade e um para verme. rss
Final da tarde, eu deitado, Joaca me chama na porta do meu quarto. Havia o aniversário da netinha da ex-empregada doméstica da casa da mãe dele, uma mulher que cuidou dele e é apaixonada por meu caçula. Vinícius não foi convidado : (.
É claro que a casa tinha que ser do outro lado da cidade, num bairro pobre e muito longe do meu endereço. não quis que o galeguinho fosse só, mas também não tenho boa relação com a avó da aniversariante, então resolvi ficar na casa de uma amiga que mora bem próximo, e Joaca seguiu o restante do caminho de uber sozinho. Foi a melhor solução. A amiga fez um jantar, comi bem, conversei com o povo que tava lá e o galego voltou ums 21h30 com um monte de comifa bolo, salgado e uns brinquedinhos. Festa de pobre é ótimo. Chegamos podres e dormimos bem ligeirinho.
PS: anotação em 25/03/2026 – conheci Sofia. Na entrada do dia 24/03/2026 estava triste pela perda de uma pessoa, humana, símbolo de que todos poderíamos ser melhores. Mas lembrei que conheci Sofia, filha de Kallyane, menina de 10 anos, doce, imperfeita e feliz. Bom trabalho kallyane! Que bom Sofia… continue assim e a nova geração também terá pelo menos uma Sibele.
23 de março, segunda 20260323
Joaquim não quis ir para a aula. tinha prova e não havia estudado. Pediu para ficar de manhã lá em casa. E pediu dinheiro também para a reposição da prova.
Concordei com ambos. Não fui ao trabalho. Terei de repor na quinta.
Ele está tão carinhoso… por vezes do nada me diz “papai, sabia que vc é um cara muito legal?”. Nossa, toda vez me dá uma coisa no coração. Parece que vou taransbordar de felicidade. E também “papai, vem cá. Me dá um abraço”. Aí eu vou e dou . Amo. Absolutamente.
Mas percebi com tristeza que, apesar que eu falar muito de como ele é bacana e etc, quem sempre pede o abraço é ele. Vou mudar isso.
24 de março, terça 20260324
Em 2019, assim como eu, o grande público conheceu Sibele, proprietária do Hero’s Burguer, lanchonete no na capital paulista e um dos estabelecimentos tema do programa Pesadelo na Cozinha com o chef Érick Jaquin.
Tenho boas lembranças do programa. Era um dos poucos que assistia com minha ex-mulher fã do cozinheiro francês. O programa que me remetia a relaxamento pós trabalho e jantar, um momento leve de casal. Descontração. Tranquilidade.
O Hero´s Burguer tinha uma super heroína tão igual a todos nós. Era Sibele. Uma loirinha balzaquiana, casada, com uma filha que mal via porque trabalhava dia e noite para não deixar o restaurante morrer. Era batalhadora, idealista, empática e inspiradora. E humilde. Muito.
Sibele conquistava porque era humana e não se escondia. Mostrava-se perseverante, mas não fingia-se superior ou inabalável e tratava todos com amabilidade e respeito. Tão humana, demasiadamente humana que, por isso mesmo, era única. Era linda, bondosa, inteligente, jovem e com a vida inteira pela frente.
Morreu de câncer há exatos dois anos.
A morte precoce de pessoas como Sibele me revolta com o absurdo e injustiça da existência, ou com deus que a rege. Mercecia viver mais, muito mais, merecia tudo mais.
O mundo era melhor, mais bonito e mais puro. Sem a maldade odiosa que parece carcomer tudo e todos hoje, sem o tom maquiavélico-hobbesiano da imensa maioria dos que não são Sibele.
De repente me vi emocionado por quem nunca conheci pessoalmente. Quem tocou a tantos de forma tão positiva e desinteressada só pode ser muito especial. Ensinou-me muito.
Adeus, Sibele, nada pude te dar, minha querida, mas receba estas linhas e esta confissão de amor por você.
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Recebi notícias: de Geraldo, meu mecânico dizendo que terei de gastar mais 230 no carro e de Vini, aceitando meu convite para almoçarmos só eu e ele na próxima quinta. Desta última eu gostei.
28 de março, sábado 20260328
Consegui com Kallyane um frango à parmegiana e 3 tipos de molhos para Joaquim provar. Busquei o caçula no IAP, o outro no cond verdes mares e servi almoço para os dois. Vini não quis. Já havia almoçado. Joaca comeu bem, aprovou o molho 3. Vininho quis assistir um filme comigo. Pôs Jujutsu Kaisen, história de Yuuta e a maldição que o acompanhava. Foi bom o dia. Parece que Vini não tem raiva de mim, mas também não tem muita vida dentro dele. Lá pras 17h pedi um uber que levou os dois pra casa.